quarta-feira, 30 de junho de 2010

A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS



Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 60 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.
De onde vem isso?
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: 'Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento'.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.
É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser.
Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são frutos da nossa imaginação, que é Infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.
Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.
Pra consumo externo, todos são belos, sexy, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. 'Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo'.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.
'Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia.
Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige?
Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa?
Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?
Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento. (Martha Medeiros, jornalista e escritora).
Este texto é o retrato fiel de nossa sociedade. Indica claramente para onde olhamos e chama atenção para o que queremos ver. Uma vez um amigo me disse: “O andar da carruagem é muito bonito, mas dentro do coche, ninguém sabe o que se passa.” Minha avó, Dona Dirce, também dizia: “Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.” Que o G:.A:.D:.U:. nos ilumine, para podermos chegar a conclusão que nossa galinha é mais gorda que a do vizinho.

terça-feira, 29 de junho de 2010

E AINDA QUEREM SER RESPEITADOS...




Essa malta de políticos obscenos e depravados, não tem o mínimo respeito pelos eleitores. Não conseguem chegar a um acordo para compor suas chapas para as eleições do final do ano. Ledo engano quem pensa que estão discutindo pelo bem estar da população. Quem dera...! Estão avaliando as melhores ofertas de cargos e salários. Simplesmente isso, nada mais. Para depois saírem bradando de Norte a Sul as “virtudes” de seus correligionários. Há pouco, inimigos mortais. Os vícios, dos agora correligionários, eram escancarados sem nenhum pudor. Agora, são flores... Cheirosas flores. E calados, continuamos sentindo o perfume.

O HÁBITO SALUTAR DA LEITURA


Meus IIr:., o hábito de ler é de suma importância na vida profana , maçônica e na vida espiritual. Para se ter uma idéia da importância, hoje um jornal completo e sério traz tamanha gama de informações, que só seria possível aglutina-las, no século retrasado, com estudos de 30 ou 40 anos. Na época contemporânea uma onda de misticismo assola o planeta com literaturas do gênero, não seria a resposta para a questão de Sócrates ( filósofo Grego que viveu por volta de 350 AC), que sempre defendeu em seus ensinamentos : “Qual o grau de conhecimento que o homem pode ter sobre o próprio homem”.
Sócrates chegou à conclusão que o homem é sua alma - uma personalidade única.
A pessoa que fala com razão, autoconfiança e conhecimento de causa, tanto pode encantar como irritar seus ouvintes. Quando temos conhecimento de causa, despojamos a falsa ilusão do saber, fragilizamos a vaidade, e assim nos tornamos pessoas livres de falsas crenças e dogmas, ficamos mais susceptíveis para extrair a verdade lógica que está dentro de nós, no interior de cada um.
O processo de aprender e o hábito de ler é um procedimento interno, individual, e tanto mais eficaz quanto maior for o interesse. O discernimento do que a pessoa quer ter conhecimento, vem de dentro, e só ela é capaz de revelar seu verdadeiro interesse.
Ler ou “dialogar” com um livro, ou com um artigo de seu interesse, é submeter a uma “lavagem da alma”, é uma prestação de contas da própria vida.
Como disse Platão : “Quem quer que esteja próximo a Sócrates e, em contato com ele, põe-se a raciocinar, qualquer que seja o assunto tratado, é arrastado pelas aspirais do diálogo , e inevitavelmente é forçado a seguir adiante até que , surpreendentemente, ve-se a prestar contas de si mesmo e do modo como vive, pensa e viveu”.
Agora trocaremos a palavra Sócrates, no texto anterior, pela palavra Livro, e vejam como fica :
“Quem quer que esteja próximo de um Livro e, em contato com ele, põe-se a raciocinar, qualquer que seja o assunto tratado, é arrastado pelas aspirais do diálogo, e inevitavelmente é forçado a seguir adiante até que, surpreendentemente, ver-se a prestar contas de si mesmo e do modo como vive, pensa e viveu”.
É simples não?
Bastando para isso começarmos a ler nas áreas que mais nos interessa, e naturalmente o texto lido nos encaminhará para outras áreas conexas, nos levando então a todos os cantos da literatura, seja ela, contemporânea, medieval ou futurista. Não importa, chegaremos até onde Sócrates falou, fazendo uma lavagem da alma e prestando conta a sua própria vida.
Não tenha medo, experimente! Será uma aventura maravilhosa.
Você só ganhará com isso, e mais, ficará mais inteligente, pois nascemos todos iguais, falta-nos sim conhecimento no decorrer da vida, e ler é conhecer e saber.
Por mais que estudemos e lermos, seremos sempre “ETERNOS APRENDIZES” .